quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Gente que ama sozinha.

Algumas pessoas aprenderam o que é amor nos filmes. Devem ter assistido “Meu primeiro amor”, “Como se fosse a primeira vez”, “Ghost”, “Antes que o dia termine”, “Um amor para recordar” e por aí vai...tem gente que aprendeu a amar hipoteticamente. Sim, porque os amores de filmes podem existir sim, mas com o orgulho inflado das pessoas atualmente, é beeeem³ mais difícil.

Tem gente que não ama o outro, ama o sentimento. Explico. A pessoa se relaciona com outra que não a trata bem, vive instável, nunca sabe o que quer, faz com que a pessoa chore ¾ do tempo. Mas a pessoa insiste. “Eu amo” é a desculpa da vez. Ama o que? Ama estar amando, isso sim. Não a pessoa. E mesmo que amasse a pessoa, julgar que esse sentimento é suficiente é um dos enganos que tem sido propagado desde sempre. “Havendo amor, é o que basta”. Mentira. Basta não. E o restante? A amizade, o companheirismo, o respeito? A verdade é que sim, esses sentimentos deveriam ser inerentes ao amor, se a pessoa “ama” a outra ela deveria respeitar, ser companheira, mais estável e etc., para mim quando faltam essas coisas nem é amor – o amor é outra coisa. Mas já que a pessoa está considerando esse sentimento que ela tem pela outra pessoa como amor, é claro que esse amor não basta para o relacionamento. Não basta para, pelo menos, não ser infeliz. Tem pessoas que gostam do fato de ter alguém “pra chamar de seu”. Mas se você não tem controle sobre si mesmo, como pensar que tem o outro? Se o amor não é suficiente para ficar bem, ele deveria ser suficiente para ao menos, dizer adeus.

9 comentários:

Carolina disse...

"Se o amor não é suficiente para ficar bem, ele deveria ser suficiente para ao menos, dizer adeus."

Acho muito triste... Esse tipo de gente acaba sofrendo mais do que sendo feliz como amor. E é isso que faz as pessoas acabarem distorcendo a ideia de amor. Uma pena!

Bom é que a gente tá aqui pra ser feliz, né Dai?

Beijos!

Lucão disse...

Eu era cheio de preconceitos sobre o Leoni e tu me mostrou coisas mto boas do rapaz.
Fui assinar embaixo mas arranhei meu monitor. Concordo do dedo do pé ao fio de cabelo.

Natália disse...

E tem gente que confunde amor com tanta coisa sem perceber que esse sentimento é tão maior e tão superior a todas as nossas grandezas.

Um beijo.

Mari disse...

Confesso que já assisti todos esses filmes e chorei!hahaha
Mas a vida real, infelizmente, é diferente mesmo! =/

Luna Sanchez disse...

Uma coisa é amar e outra é se relacionar.

Eu entendo que pessoas se sujeitem a ligações desgastantes (dessas que não contam com os elementos básicos que tu citou) pelo simples prazer de amar. É uma viagem muito pessoal (rs), onde o que mais importa é se conhecer, aprender como lidar com os próprios sentimentos, se observar nesse papel de apaixonado romântico. O outro, o objeto do amor, não tem grande relevância.

Só depois disso é que vem o relacionar-se. Equivale ao nível 2 - intermediário e é o que, por sua vez, nos prepara para as decepções (nível 3 - avançado).

É, tô toda metódica hoje...ahahahaha

Beijo, beijo.

Márcinha Mendonça disse...

Tem pessoas que gostam do fato de ter alguém “pra chamar de seu”. Mas se você não tem controle sobre si mesmo, como pensar que tem o outro? Se o amor não é suficiente para ficar bem, ele deveria ser suficiente para ao menos, dizer adeus.

Tens toda razão flor, belo texto, garimpando por blogs a fora achei o teu, super interessante, adorei, virei mais vezes, estou a te seguir Beijos doces

Carolina que senta do seu lado esquerdo firme e forte! disse...

Oi Dai!!
Concordo plenamente com o que vc disse. Eu tenho um nome para essas pessoas, falta de amor próprio e que não tem nenhum pouco de orgulho prório e de estar ao lado de uma pessoa que não trate alguém com coisas básicas que são do ser humano. As pessoas se iludem com isso e acham que falar "eu te amo" já basta, mas não é simplesmente isso, vc mostra que ama a outra pessoa pelo jeito de tratá-la e conviver com ela.
Super apóio o que vc disse.
Já que não tenho face, blog e nada, digo aqui mesmo: CURTI!

Beijos!

Avoada disse...

É clichê, mas o amor começa amando a gente mesmo. Quem se ama não se submete a relacionamentos pouco saudáveis, que trazem sofrimento. O amor devia sempre somar e nunca diminuir e é isso que algumas pessoas parecem não entender, né?
Post muito válido.

MOISÉS POETA disse...

Ainda estou tentando descobrir o que é o amor. tomara que antes de eu morrer eu consiga sabe-lo...

Teu texto é muito bom . reflexivo...!

um beijo !